Terrorismo, Cibercrimes e Atentados a Infraestruturas Críticas do País
Palestra Especial — II Congresso Brasileiro da Modalidade Elétrica (CBME)
ANAIS – II CBME
24 de março de 2026
Dados do Painel
Evento
II Congresso Brasileiro da Modalidade Elétrica – CBME
Data e Horário
24 de março de 2026 — 17h15
Local
CREA-DF — Brasília/DF
Contexto e Apresentação do Painel
Por que este tema é urgente?
Setores essenciais como energia, transporte, telecomunicações, abastecimento de água e sistemas de dados estão cada vez mais interconectados, ampliando significativamente os riscos de ataques com efeitos em cascata.
A segurança dessas infraestruturas deixa de ser apenas uma questão técnica e passa a ser um tema central de soberania nacional e estabilidade institucional.
Abordagem Integrada
A palestra integrou aspectos jurídicos, tecnológicos e institucionais, demonstrando a necessidade de atuação coordenada entre engenharia, segurança pública, inteligência e sistema de justiça.
O objetivo foi apresentar os principais riscos associados a ataques físicos e cibernéticos, discutir o arcabouço jurídico aplicável e refletir sobre estratégias de prevenção, resposta e responsabilização.
Palestrante
Vladimir Aras
Procurador Regional da República
Pós-doutor em Direito e Novas Tecnologias na Università Mediterranea, Itália (2024–2025), Doutor em Direito pelo CEUB, Mestre em Direito Público pela UFPE e MBA em Gestão Pública pela FGV. Procurador Regional da República em Brasília (MPF) e membro do Ministério Público desde 1993.
Professor de Processo Penal da UFBA e do PPGD/MPD do IDP. Foi Secretário de Cooperação Internacional da PGR (2013–2017) e representante do MPF em missões e investigações transnacionais. Fundador do Instituto de Direito e Inovação (ID-i) e editor do Blog do Vlad, com atuação em cooperação jurídica internacional, direitos humanos e criminalidade cibernética.
Temas Abordados na Palestra
Infraestruturas Críticas
Relevância estratégica e interdependência entre sistemas essenciais.
Terrorismo
Regime jurídico internacional e caracterização legal dos atos terroristas.
Cibercrimes e Guerra Cibernética
Ataques a sistemas energéticos, malware e ransomware.
Segurança Nacional
Soberania, sabotagem, ataques híbridos e marco legal brasileiro.
Infraestruturas Críticas e Interdependência Sistêmica
Infraestruturas críticas são sistemas cuja interrupção pode gerar impactos sociais, econômicos e políticos severos. A palestra destacou a interdependência entre setores como energia, telecomunicações e transporte, evidenciando o risco de efeitos em cascata decorrentes de falhas ou ataques.
Ataques Físicos e Cibernéticos:
Convergência de Ameaças
Ataques Físicos
  • Sabotagens e explosões
  • Ataques diretos a instalações
  • Destruição de equipamentos críticos
Ataques Cibernéticos
  • Invasões e malware
  • Ransomware em sistemas industriais
  • Comprometimento de redes SCADA
Ambos possuem objetivos semelhantes: interromper serviços essenciais, gerar instabilidade e produzir efeitos estratégicos. Destaque para a crescente ocorrência de ataques híbridos, que combinam ações no mundo físico e digital.
Casos Reais e Evidências Internacionais
Ataque à Rede Elétrica da Ucrânia
Causou interrupção no fornecimento de energia a milhares de pessoas, tornando-se um dos casos mais emblemáticos de ataque cibernético a infraestrutura energética.
Ataques nos Estados Unidos
Ataques a infraestruturas energéticas nos EUA evidenciaram a vulnerabilidade dos sistemas modernos e a necessidade de respostas coordenadas.
Cadeia de Ataque Cibernético
A palestra detalhou as etapas típicas de um ataque cibernético, demonstrando como ações digitais podem gerar impactos físicos concretos, especialmente em sistemas industriais e energéticos.
Aspectos Jurídicos e Normativos
Regime Internacional
O Brasil é signatário do regime internacional de combate ao terrorismo, com obrigações de prevenção, investigação e responsabilização de atos terroristas contra infraestruturas críticas.
Legislação Nacional
Foi abordada a legislação nacional aplicável a crimes contra infraestruturas críticas. Destacou-se que a caracterização do terrorismo exige elementos específicos, não se confundindo com todos os atos de sabotagem ou ataques criminosos.
Principais Ameaças Contemporâneas
Sabotagem a Sistemas Essenciais
Ações deliberadas para comprometer o funcionamento de infraestruturas vitais.
Ataques Cibernéticos
Invasões digitais com potencial de causar danos físicos e operacionais em larga escala.
Terrorismo
Atos com motivação política ou ideológica visando instabilidade institucional.
Armas de Destruição em Massa
Ameaças de alto impacto com capacidade de danos irreversíveis.
Ações contra o Estado Democrático
Ataques que visam desestabilizar instituições e a ordem constitucional.
Análise Técnica e Contribuições
A palestra evidenciou que a proteção das infraestruturas críticas exige uma abordagem multidisciplinar, envolvendo engenharia, direito, inteligência e governança institucional. Foi reforçada a necessidade de integração entre órgãos públicos e privados, bem como o fortalecimento de políticas de segurança cibernética e de resiliência operacional.
A engenharia elétrica, nesse contexto, assume papel central na proteção e continuidade dos serviços essenciais do país.
Principais Conclusões
Alvos Estratégicos
Infraestruturas críticas são alvos prioritários de ataques modernos.
Impactos Físicos Reais
Ataques cibernéticos podem gerar consequências físicas relevantes.
Riscos Ampliados
A interdependência entre sistemas amplifica os riscos de colapso em cascata.
Soberania Energética
A segurança energética é componente essencial da soberania nacional.
Integração Institucional
É necessária maior integração institucional no Brasil para enfrentar essas ameaças.
Recomendações
01
Fortalecer Políticas Públicas
Ampliar e consolidar políticas de proteção a infraestruturas críticas no Brasil.
02
Investir em Segurança Cibernética
Ampliar investimentos em tecnologias e equipes especializadas em defesa digital.
03
Integrar Engenharia e Inteligência
Promover atuação coordenada entre engenharia, inteligência e segurança institucional.
04
Desenvolver Planos de Resiliência
Criar e testar planos de resposta a incidentes e recuperação operacional.
05
Capacitação Contínua
Promover formação permanente de profissionais em segurança de infraestruturas.
Moderadores do Painel
Ricardo Nascimento Alves
Presidente da ABEE Nacional Coordenador Geral do Congresso
Engenheiro Eletricista, Advogado e especialista em Direito Digital. Certificado em Proteção de Dados (DPO) e Segurança Cibernética pela FGV e FIAP. Mais de 40 anos na Light S.E.S.A. e oito mandatos como Diretor do CREA-RJ. Representou o Brasil em missões técnicas internacionais em EUA, Chile, China, Cuba e República Dominicana.
Nielsen Christianni
Diretor do CONFEA
Engenheiro florestal e Conselheiro Federal, com mais de 50 publicações técnicas. Experiência internacional com ONU, FAO, GEF e IICA em agroecologia e políticas ambientais. Atuou como conselheiro do CONSEMA e COMAM, presidente da APEEF e diretor da SBEF.
Waldimir Teles
Coordenador do CDEN/Confea
Engenheiro Mecânico, Presidente da FENEMI e Coordenador do Colégio de Entidades Nacionais (CDEN) do Confea. Foi Diretor Técnico e de Fiscalização do Crea-MG (2025) e ex-presidente da Abemec-MG (2020–2023). Destaca-se pela articulação institucional e defesa do Sistema Confea/Crea.
Registro Fotográfico
Momentos do II Congresso Brasileiro da Modalidade Elétrica — CBME, realizado no CREA-DF, Brasília/DF.
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